Apenas 2% dos pacientes diagnosticados com AVC recebem tratamento com trombolíticos

Na coluna Minuto do Cérebro desta semana, o professor Octávio Pontes Neto fala da importância da telemedicina para tratamento de pacientes com AVC. O professor conta que, no Brasil, “cerca de 400 mil pacientes são diagnosticados com o problema, destes 80% são isquêmicos e apenas 2% deles recebem tratamento com trombolíticos”.

Pontes Neto diz que são muitos os obstáculos para esse tratamento, dentre eles está a baixa disponibilidade de tomógrafos, a falta de profissionais capacitados e as dimensões continentais brasileiras, e “com isso a telemedicina certamente poderia solucionar estes problemas”.

O professor conta que, em diversos países, esse método já faz parte da realidade da população: nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, mais de 30% dos pacientes trombolisados recebem o tratamento por telemedicina, “geralmente contam com a consultoria de um expert na área de tratamentos de AVC e que por telemedicina presta consultoria na fase aguda para um médico que está em um hospital distante”.

Pontos Neto conta ainda que esses prestadores geralmente oferecem um espaço que tenha no mínimo um tomógrafo e uma sala de urgência, para que assim possam realizar consultas em tempo real, com segurança e eficácia.

Para o professor, devido à complexidade do atendimento médico no Brasil e dos diferentes cenários em que a telemedicina pode acontecer, “a resolução precisaria ser abrangente o suficiente para compreender que um atendimento de emergência deve ser totalmente diferente de um atendimento ambulatorial”, e acrescenta que é “extremamente importante que haja regras claras para evitar que a telemedicina aconteça de forma que coloque em risco tanto a segurança dos pacientes quanto dos profissionais da saúde”.

Você pode ouvir o boletim na íntegra no site do Jornal USP.

Fonte:

Jornal USP